quinta-feira, 23 de abril de 2015

Dia dos Médicos Escritores



Comemoramos em 23 de abril o Dia dos Médicos Escritores. Embora muitos não saibam Agripa Vasconcelos, além de escritor, era também médico. Formou-se em 1920 na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro com distinção.

Perguntado em uma entrevista o que lhe havia trazido maior satisfação na vida, a Medicina ou a Literatura, Agripa respondeu:
 _ “Primeiramente a Medicina por ser mais positiva. Meus primeiros sucessos cirúrgicos me encheram de entusiasmo. A experiência literária veio mais tarde, no ciclo dos romances.”

Agripa Vasconcelos foi médico por vocação e poeta/escritor por inspiração!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Ao Dia do Índio

 
POKRÃNE
Esse guerreiro audaz, carranca muda,
Em que a coragem do invasor, desaba
É o bugre intrépido, é o morubixaba,
Dono e senhor da terra botocuda.
 
Na altivez de sua máscara sanhuda
Freme o cio do chão de que se gaba.
Seu evangelho, que o estrangeiro acaba,
São a massa que esmaga e a flecha aguda...
 
A bandeira da terra toda sua
É o seu cocar de penas que flutua!
Escuta o chão; resguarda os seus venenos...
 
Ah, mal sabes, pajé da invicta indiada,
Que a tua terra irá cair, roubada,
De homens grandes – nas mãos de homens pequenos.
 
 
 
 


segunda-feira, 13 de abril de 2015

Empréstimo

 
 
Não precisa ser rico como um Lannister. Para pegar um livro emprestado basta  apenas R$ 3,00, identidade e comprovante de residência que você faz sua carteirinha da Biblioteca Luiz de Bessa, na Pça da Liberdade/BH na hora.
Quem anima? o/
 
 
 

domingo, 12 de abril de 2015

Surpresa boa


Surpresa boa! Hoje o Google faz uma homenagem ao escritor Agripa Vasconcelos pela passagem da data de seu nascimento. Divulgue, ‪#‎compartilhe‬, curta a página www.facebook.com/agripavasconcelosescritor
 
 

12 de abril de 1896

Nascimento de nosso escritor Agripa Vasconcelos. Para comemorarmos esta data postamos esta linda poesia:
 
 
 
EU NÃO SEI SE PASSEI POR ESTA VIDA
Agripa Vasconcelos         
 
De olhos cegos aos ódios e às vinganças,
Fugindo com firmeza a todo engano,
Tenho amor pelas rosas e as crianças
E um perdão para o erro quando humano.
 
Sofrendo em meu destino essas mudanças
Inexplicáveis, para o desengano
Ganho, no acervo de desesperanças
Para cada favor – um novo dano.
 
Quis ser bom mas que seja um mau me alegam!
Todos porém, unânimes, me negam...
Sei que estarei sozinho, no meu fim.
 
De modo que, negado, a alma dorida,
Eu não sei se passei por esta vida
Ou foi a vida quem passou por mim.
 

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Paixão de Cristo


Em homenagem a esta data tão significativa postamos esta poesia do escritor Agripa Vasconcelos:
 
 

SEDE NA CRUZ

                                Agripa Vasconcelos
 
Quando um dia caíres em desgraça
Ou tombares de joelhos sobre o chão,
Não esperes dos homens qualquer graça,
Nem mesmo o amparo do teu próprio irmão.
 
Para os que fostes bom – serás ameaça,
Mulher alguma há – de estender-te a mão.
Todos os que beberam de tua taça,
Vendo-te em dor, te desconhecerão.
 
 Quando as carnes a Dor te atenazar,
Teu amigo mais íntimo e exemplar,
Que um dia da confiança te fez jus,
 
 Será que vai partir os teus arneses
E, como Pedro, te negar três vezes,
E com três cravos te pregar na Cruz.