segunda-feira, 20 de março de 2017

Chegada do Outono

Para comemorar a chegada do Outono, postamos uma das mais belas poesias de Vasconcelos: 

CHUVA DO MAR
  
                                                      (No baixo e no médio rio Doce, chamam as chuvas temporárias, chuvas do mar - talvez por serem trazidas pelos ventos do Atlântico.)


  

Quando Raquel casou, naquela tarde mansa,
Vi desfeito de vez meu sonho de criança...
Um desespero atroz meu ser avassalou !
Mas alguém que conhece os mistérios do mundo
Num sussurro me disse um conselho profundo:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando, ainda mocinho, eu sentí, doido de ira,
Que, parecendo certo, era tudo mentira
O amor que me jurara a pérfida Margot.
Quis morrer - mas alguém que conhece esta vida
Me falou, sem calor, mas em frase sentida:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando Ofélia seguiu seu destino sombrio,
Senti, como ainda sinto, o coração vazio!...
Faz tanto tempo já que nem sei mais quem sou !
Mas quem viu em meu pranto uma simples garoa
Quis em vão me dizer uma palavra boa:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     Não passou.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Para as mulheres



APENAS ISSO... E NADA MAIS

Quando, anteontem, passaste, linda, com esse
Ar estudado de desinteresse
Lido em teus olhos sobrenaturais, 
Alegre, entre os amigos – fiquei triste...
Que mais queria que me acontecesse?
Apenas isso... e nada mais.


Hoje, ainda vejo, em íntima desgraça,
A indiferença da mulher que passa...
Eu que achava as mulheres bem triviais,
Por ter desprezo, hoje, afinal sou triste
Homem que o ciúme o coração traspassa.
Apenas isso... e nada mais.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Feriado = Leitura


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segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Comendo com os Olhos

Para quem gosta de literatura, como nós:
"Fictitious Dishes" é uma série fotográfica feita pela designer gráfica Dinah Fried, que retrata, deliciosamente, momentos culinários de livros da literatura clássica e contemporânea.

O “Pratos Fictícios” é um livro feito com as refeições mais memoráveis da literatura: desde “O Jardim Secreto” até “Medo e Delírio em Las Vegas”. Cada uma das fotografias acompanha trecho em que a receita aparece nos livros, bem como algum fato curioso sobre o autor ou sobre os alimentos."

Copie e cole o link abaixo para ter acesso:
http://comendocomosolhos.com/artista-transforma-trechos-culinarios-da-literatura-em-serie-fotografica/





domingo, 19 de fevereiro de 2017

Expedição D. Beija


Agripa Vasconcelos é o escritor de "A Vida em Flor de D. Bêja", romance que conta a história de Ana Jacinta, cortesã influente do século XIX, que revolucionou a região de Araxá/MG. Devido a essa referência, uma turma de jeepeiros de Lagoa da Prata/MG, organizam todo ano uma expedição passando por lá. Eles nos contam que este ano o roteiro foi o seguinte:
Lagoa da Prata/Escarpas do Lago/João Batista do Glória/Vargem Bonita/São Roque de Minas/Casca Santa/Tapeira/Araxá/Lagoa da Prata.





                                      





                                         

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Voltando de Férias

             Prezados amigos, hoje estamos voltando ao trabalho, depois de um merecido descanso e constatamos que alcançamos mais de 20.000 visualizações nesse blog! Outra surpresa agradável é que encontramos nos escritos do nosso escritor uma poesia que retrata exatamente esse nosso momento. O título é: VOLTANDO DE FÉRIAS


Volto agora da serra, onde as florestas
E as águas livres fazem suave o clima,
Os cabelos desfeitos pelas festas
Dos ventos doidos que andam lá por cima.

Vulto alguma de mulher vejo por estas
Ruas, sobre o de alguém que o amor sublima;
Anjo sem asas, de ambições modestas,
Vinha em que fiz dos beijos a vindima.

Sem ver o que olho e vendo o que não vejo,
A nostalgia cresce-me o desejo.
De regressar à serra um ardor me invade.

Essa ausência de alguém já é um mal tirano!
Mas nos males de amor, sei por meu dano,
Que a presença é o remédio da saudade.