quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia do Índio

Comemoramos o Dia do Índio com esta linda poesia de Agripa Vasconcelos: 

POKRÃNE

Esse guerreiro audaz, carranca muda,
Em que a coragem do invasor, desaba
É o bugre intrépido, é o morubixaba,
Dono e senhor da terra botocuda.

Na altivez de sua máscara sanhuda
Freme o cio do chão de que se gaba.
Seu evangelho, que o estrangeiro acaba,
São a massa que esmaga e a flecha aguda...


A bandeira da terra toda sua
É o seu cocar de penas que flutua!
Escuta o chão; resguarda os seus venenos...


Ah, mal sabes, pajé da invicta indiada,
Que a tua terra irá cair, roubada,
De homens grandes – nas mãos de homens pequenos.




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terça-feira, 18 de abril de 2017

Dia Nacional do Livro Infantil

 
  "As Diabruras da Comadre Raposa" é o único livro infantojuvenil escrito pelo romancista Agripa Vasconcelos. 

Pode ser adquirido pela página www.facebook.com/agripavasconcelosescritor ou pelo e-mail agripavasconcelos@gmail.com





quarta-feira, 12 de abril de 2017

Comemoração

Não podíamos deixar de comemorar a data de nascimento do nosso escritor: 
12 de abril de 1896.


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segunda-feira, 20 de março de 2017

Chegada do Outono

Para comemorar a chegada do Outono, postamos uma das mais belas poesias de Vasconcelos: 

CHUVA DO MAR
  
                                                      (No baixo e no médio rio Doce, chamam as chuvas temporárias, chuvas do mar - talvez por serem trazidas pelos ventos do Atlântico.)


  

Quando Raquel casou, naquela tarde mansa,
Vi desfeito de vez meu sonho de criança...
Um desespero atroz meu ser avassalou !
Mas alguém que conhece os mistérios do mundo
Num sussurro me disse um conselho profundo:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando, ainda mocinho, eu sentí, doido de ira,
Que, parecendo certo, era tudo mentira
O amor que me jurara a pérfida Margot.
Quis morrer - mas alguém que conhece esta vida
Me falou, sem calor, mas em frase sentida:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando Ofélia seguiu seu destino sombrio,
Senti, como ainda sinto, o coração vazio!...
Faz tanto tempo já que nem sei mais quem sou !
Mas quem viu em meu pranto uma simples garoa
Quis em vão me dizer uma palavra boa:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     Não passou.


quarta-feira, 8 de março de 2017

Para as mulheres



APENAS ISSO... E NADA MAIS

Quando, anteontem, passaste, linda, com esse
Ar estudado de desinteresse
Lido em teus olhos sobrenaturais, 
Alegre, entre os amigos – fiquei triste...
Que mais queria que me acontecesse?
Apenas isso... e nada mais.


Hoje, ainda vejo, em íntima desgraça,
A indiferença da mulher que passa...
Eu que achava as mulheres bem triviais,
Por ter desprezo, hoje, afinal sou triste
Homem que o ciúme o coração traspassa.
Apenas isso... e nada mais.