domingo, 1 de julho de 2012

Poeta X Patriota

          

           Em uma entrevista dada por Agripa à repórter Jane Soares, ela o pergunta o que havia trazido maiores satisfações na vida: a medicina ou a literatura ?
          _ “A Medicina, respondeu, por ser mais positiva. Meus primeiros sucessos cirúrgicos me encheram de entusiasmo. A experiência literária veio mais tarde, no ciclo dos romances.”
          Fundamentado em pacientes pesquisas as quais o autor dedicou muitos e muitos anos, cada volume das "SAGAS DO PAÍS DAS GERAIS" vale por um verdadeiro documento da época e do ciclo que focaliza.
          Agripa Vasconcelos tinha a preocupação de divulgar a história da sua terra e nele ardia a flama do poeta e do patriota. Seus romances abrangendo os diversos ciclos da caminhada áspera de Minas no passado é o que existe, até hoje, num só conjunto, de maior na combinação de Literatura e História. Poeta é, sobretudo, criação, imaginação. História é o concreto, e ele foi capaz de realizar o misto de obra histórica e literária, sem que o poeta dominasse o historiador lúcido, seguro, severo. Foi ao fundo em suas investigações, animado com o propósito de ser fiel à verdade história e essa árdua tarefa durou muitos anos.
          Agripa homenageou sua terra com sua poesia límpida e pura e com a vitalização que deu à história de Minas com seu gênio de homem de letras.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Relíquia






     Pesquisando nos antigos arquivos e pilhas de papéis do acervo de Agripa encontramos uma reliquia e queremos compartilhar com vocês. É a sua certidão de nascimento!

     Transcrevemos o que nos foi possível. Vejam só:

     ...Aos doze dias do mês de setembro de mil oitocentos e noventa e seis, em meu cartório compareceu como declarante o doutor Ulysses de Vasconcellos e declarou que no dia doze de abril do cito anno, neste arraial, nasceu seu filho Agripa de Castro Guimaraes Vasconcellos, filho legítimo delle declarante e sua mulher dona Orminda Guimaraes Vasconcellos, neto pela parte paterna de Francisco Gabriel da Cunha e Castro e dona Joanna Helena de Sá e Castro, materna de Julio Cesar Teixeira Guimaraes e dona .... Lima Vianna Guimaraes...

   É ou não é uma relíquia?


domingo, 17 de junho de 2012

Humildade

        Em carta de Recife/PE, Agripa depõe ao seu editor das Sagas do País das Gerais dizendo:

 

     "Minha vida nada tem de importante para seu estudo. A profissão de médico rural que fui no começo me aproximou do povo, da ralé
desclassificada. E dos humildes sem justiça. Quando examino algum deles procuro conhecer vida e hábitos, o linguajar, as lendas, o folclore de sua região. Poucos conhecem o interior com mais profundidade. Homem de nenhuma vaidade, nenhum orgulho, sou um trabahador por prazer e meus trabalhos refletem meus conhecimentos do nosso povo, dái e daqui. Uma opinião que me agradou foi a do querido Ascenso Ferreira: Seu livro sobre Beja foi o melhor romance que já li".



domingo, 3 de junho de 2012

Alguns haikais de Agripa

      
        Segundo Afrânio Peixoto “são gêneros novos trazidos ao Ocidente, esses haikais. Gotas de essência, a diluir em poemas. Tudo reduzido a três versinhos que dão uma impressão, um conceito, um drama, um poema.”

QUEIXA
Vida! A mim que tanto te amo,
Tuas mãos não me acarinham...
E meus pés sangram na estrada.

TERNURA
Morrer, sim. Mas com um sorriso,
Sentindo nos meus cabelos
A ternura de tuas mãos.

SAMARITANA
Samaritana, só agora,
Depois da água que me deste
Vi que a sêde era mais suave.

SAUDADE
Eu, se contasse os minutos
Pela saudade, um só dia
Teria quase mil anos !

sexta-feira, 25 de maio de 2012

1000 !

      Hoje estamos em festa: chegamos a 1000 visualizações, desde que ativamos o blog em novembro de 2011! Não é bárbaro?
     Ajude-nos a divulgar o blog e toda a obra desse grande escritor mineiro
Agripa Vasconcelos.
     Seja você também um seguidor cadastrado e convide seus amigos para fazer parte da nossa turma.

     Um grande abraço a todos.

       www.agripavasconcelos.blogspot.com


segunda-feira, 21 de maio de 2012

Opiniões sobre Agripa Vasconcelos

Assim que se formou, Agripa foi convidado para ser médico assistente do Dr. Miguel Couto no Rio de Janeiro. Durante o discurso como paraninfo da turma de Agripa, Dr. Miguel lhe fez um elogio, dizendo:
_ “Agripa tem o diagnóstico na ponta dos dedos.”
          Fato até hoje inédito em oração de paraninfos.

          Coelho Neto sempre considerou Agripa como "amigo dos que mais viveu em meu coração", escreveu.

          O Ministro Oscar Correia, que substituiu Agripa Vasconcelos na Academia Mineira de Letras diz:
          _ "Sem medo de errar, não há na literatura nacional autor de linguagem mais variada e rica do que de Agripa, porque atinge todos os campos; para tudo tem a palavra certa, não repete nem repisa: a flor, a planta, o bicho, a doença, a dor, a vida, a morte, o amor, tudo, tudo".
          E em sua oração de posse na Academia o Ministro diz:
          _ “Agripa foi poeta dos mais notáveis que temos tido, prosador de inigualável poder verbal, de capacidade excepcional de narrador, pesquisador e reconstituidor de alguns períodos mais densos de nossa história, conquistando lugar de relevo entre os grandes nomes das letras nacionais. Em verdade Agripa vive, na sua obra que vencerá o tempo.”

          Agripa Vasconcelos era o próprio Espírito de Minas”, diz o também escritor já falecido Moacyr Andrade.

          A jornalista e tradutora Cozette de Alencar (de Juiz de Fora) já falecida diz:          
         _"Mesmo quando em prosa escreve, é Agripa grande poeta. É como poeta que pinta seus painéis, levantando em cores impressionantes os cenários esplêndidos de suas histórias".

          “Em sua poesia existe a presença da ternura, que é uma forma de amenizar a vida, naquilo que tem de mais áspero. Mas não deixa de expor em seus versos a filosofia das verdades eternas”, escreveu Martins de Oliveira.

          “Falar de Agripa Vasconcelos é dizer de ciência, poesia, flores e amor, linguagens universais que buscamos na caminhada”.
(Dr. Luis Gonzaga do Amaral, membro da Academia Mineira de Medicina, em janeiro de 2012)

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Nos bastidores



     O grande público conhece Agripa Vasconcelos por causa das novelas. Nos anos 1990, coube à extinta Rede Manchete de Televisão adaptar e transformar dois de seus livros em novelas de sucesso:
A Vida em Flor de D. Bêja (sobre o ciclo do povoamento) na novela D. Beija e
Chica que Manda (ambientado no ciclo do diamante) na novela Xica da Silva.


_“As novelas foram exibidas em diversos países, sempre bem acolhidas”, conta Mara* (filha de Agripa), lembrando com carinho uma passagem dos bastidores da realização das obras. Durante o processo da escolha do elenco, ela ficou amiga de Adolfo Bloch, proprietário da emissora. Na hora de escolher a protagonista de Dona Bêja, em dúvida, ele a consultou sobre o que achava de Maitê Proença.


_ “Preferia a Vera Fischer, achava que era mais o tipo da personagem. Mas, quando a novela foi ao ar, acabou me convencendo. Estava coberto de razão!" afirma Mara.

     E o papel de D. BÊJA acabou se transformando em um dos maiores sucessos da carreira de Maitê (foto acima).

( fonte: trecho de entrevista concedida pela filha do autor Mara de Vasconcellos Mancini ao jornalista Sérgio Rodrigues Reis, do Caderno de Cultura do Jornal Estado de Minas, em 2008.
* Mara era advogada e curadora de toda a obra de seu pai, tendo trabalhado incansavelmente pela divulgação dos escritos de Agripa até o falecimento dela em 2010.)

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