segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Voltando das Férias

     Amigos,

     Estamos voltando de um merecido descanso e tivemos a grata surpresa de ver que estamos quase atingindo 15.000 visualizações!! Não é bárbaro?
     Outra surpresa agradável é que encontramos nos escritos do nosso escritor uma poesia que retrata exatamente esse nosso momento. O título é:

Voltando das Férias
 
 
 
Volto agora da serra, onde as florestas
E as águas livres fazem suave o clima,
Os cabelos desfeitos pelas festas
Dos ventos doidos que andam lá por cima.
 
Vulto alguma de mulher vejo por estas
Ruas, sobre o de alguém que o amor sublima;
Anjo sem asas, de ambições modestas,
Vinha em que fiz dos beijos a vindima.
 
Sem ver o que olho e vendo o que não vejo,
A nostalgia cresce-me o desejo.
De regressar à serra um ardor me invade.
 
Essa ausência de alguém já é um mal tirano!
Mas nos males de amor, sei por meu dano,
Que a presença é o remédio da saudade.

 

sábado, 10 de janeiro de 2015

Veja BH

  
  Foi com grande satisfação que lemos a reportagem sobre Agripa Vasconcelos, publicada no suplemento Veja BH (página 11) da revista Veja, de 07/01/15. Postamos aqui para que todos possam ler também! Nossos agradecimentos à repórter Paola Carvalho. :)
 
    
                

Suplemento Veja BH

Capa
 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Boas Festas


     Nós, da equipe do blog e do face de Agripa Vasconcelos, agradecemos seu apoio na nossa missão de divulgação da obra desse grande escritor e de outras postagens inerentes à literatura. Desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de boas leituras!! :)

* Esta árvore DE LIVROS está exposta no saguão principal da Imprensa Oficial de Minas Gerais.
— em Belo Horizonte.




sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Morte do Escoteiro Caio

      Foi muito concorrida a solenidade, na Imprensa Oficial de Minas Gerais, de lançamento do Suplemento Literário e da Revista Imprensa na Praça, esta contendo a reedição do livro "A Morte do Escoteiro Caio", de Agripa Vasconcelos! Agradecemos imensamente o empenho do Diretor-Geral daquela Casa, Dr. Eugênio Ferraz. :)
 
Primeira edição em 1951 pela IOMG



 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Reedição de livro


Um convite especial para todos que estiverem em BH no dia 17/12/14:
reedição de livro de Agripa Vasconcelos na Imprensa Oficial de Minas Gerais!
Esperamos vcs lá.  
 
 

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Chuva do Mar

 
Hoje cai uma chuvinha fina em Belo Horizonte/MG, por este motivo postamos esse lindo poema de Agripa Vasconcelos:

                            Chuva do Mar
                             
(No  baixo e no médio rio Doce, chamam as chuvas temporárias, chuvas do mar -  talvez por  serem trazidas pelos ventos do Atlântico.)
 
Quando Raquel casou, naquela tarde mansa,
Vi desfeito de vez meu sonho de criança...
Um desespero atroz meu ser avassalou !
Mas alguém que conhece os mistérios do mundo
Num sussurro me disse um conselho profundo:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando, ainda mocinho, eu senti, doido de ira,
Que, parecendo certo, era tudo mentira
O amor que me jurara a pérfida Margot.
Quis morrer - mas alguém que conhece esta vida
Me falou, sem calor, mas em frase sentida:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     E passou.

Quando Ofélia seguiu seu destino sombrio,
Senti, como ainda sinto, o coração vazio!...
Faz tanto tempo já que nem sei mais quem sou !
Mas quem viu em meu pranto uma simples garoa
Quis em vão me dizer uma palavra boa:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
                                                                     Não passou.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Crepúsculo


CREPÚSCULO
                       Agripa Vasconcelos
 
Como quem cheira um frasco hoje vazio
Do mais caro perfume, eu, com tristeza
Ainda revejo no teu corpo esguio
Uns restos de ternura e de beleza.
 
Começa o ocaso a abrasear no estio
Com que te vi na adolescência acesa,
Quando tua presença um calafrio
Punha em minha alma de desejos presa.
 
Tombam jasmins nos teus cabelos... nasce
Um áureo luar de mágoa em tua face.
Ainda és bela, entre os ímpetos e a prece,
 
Como é belo no cimo de alto morro,
Depois do sol já posto, e suave jôrro
Da luz fria, ante a noite que já desce.