domingo, 22 de abril de 2012

Espetáculo teatral "SAGAS NO PAÍS DAS GERAIS"





O espetáculo teatral do Grupo dos Dez "Sagas no País das Gerais" foi apresentado em maio de 2010, no Projeto Quarta Doze e Trinta, às 12h30 e no Projeto Uma tarde no Campus, às 17h30, no auditório da reitoria da UFMG, Campus Pampulha.

Narrado por uma negra forra, a peça conta com ternura e vigor, sob a forma de causos e canções, curiosidades do tempo do Brasil Colônia e um pouco das histórias da formação e do povoamento de Minas Gerais.

O espetáculo é formado por quadros cênicos livremente inspirados em uma série de seis livros que deu nome à apresentação, do escritor e poeta Agripa Vasconcelos.


Os projetos "Quarta Doze e Trinta" e "Uma tarde no Campus" tiveram curadoria  da  Diretoria de Ação Cultural (DAC/UFMG) e foram produzidos em parceria com a  Coordenadoria de Assuntos Comunitários (CAC/UFMG).




terça-feira, 17 de abril de 2012

Memorial Agripa Vasconcelos



 

      A Prefeitura de Matozinhos/MG mantém no Palácio da Cultura da cidade o Memorial Agripa Vasconcelos, cujo acervo foi todo doado pela família do escritor.

    São inúmeros objetos, cartas, documentos, fotografias e livros em exposição permanente. 

    Saiba mais fazendo uma visita ao Memorial que é aberto ao público.

    Endereço: Praça do Rosário, 50 - Cruzeiro.
    Telefone: 31 3712-5505
    Dias e Horários de Funcionamento:

    De segunda à sexta de 8 às 18 horas

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Feliz Aniversário



    Hoje é um dia muito especial para este blog, pois celebramos o aniversário deste grande escritor das Gerais, que nasceu em 12 de abril de 1896, em Matozinhos/MG.

   
    Agripa gostava das cores vermelho e azul, deliciava-se com as músicas do período Romântico, e tinha em sua biblioteca romances de Dotoievsky e Titov, sorvendo os romancistas russos da decadência, por causa dos seus sofrimentos, ao passo que se embevecia com a poesia de Shakespeare. A “Comédia Humana” e as obras de Shakespeare eram para ele as maiores, por serem ligadas ao homem.
    
   Não gostava de cinema e não entendia de futebol. Usava roupas leves, de preferência o linho, costume adquirido no Nordeste e era muito exigente para se vestir. Agripa fumava muito, mas não tragava, usava piteira longa, e não tinha marca preferida de cigarros. Adorava os perfumes franceses e sabonetes e as frutas brasileiras amadurecidas naturalmente eram o seu fraco. Tinha inúmeros amigos, mas nunca quis pertencer a grupos literários.

     Em viagens pelo interior, de carro, a cavalo, atravessando rios enfrentando enchentes ou cruzando estradas poeirentas ou encharcadas, transpunha todos os obstáculos para atender a quem dele precisava, independente de ser remunerado ou não. Seu ideal era servir e socorrer a quem lhe pedia ajuda, minorar o sofrimento de quem quer que fosse. Esquecia de si  para pensar no próximo, sem nenhum outro interesse a não ser fazer o bem.

     Agripa era assim. Feliz Aniversário, grande poeta!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Feliz Páscoa








                    A Equipe do blog Agripa Vasconcelos deseja a todos os amigos e seguidores uma Feliz Páscoa!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Sinopse de CHICA QUE MANDA



       Agripa Vasconcelos não se limita a contar, neste livro, a vida de Chica da Silva. Partindo do momento histórico em que a mulher de humilde garimpeiro teria descoberto o primeiro diamante do Brasil, retrata ele com vigor só encontrado naqueles que escrevem com perfeito domínio do seu assunto e da língua, os épicos deslocamentos de massas de ambiciosos, depois as levas de retirantes expulsos da Demarcação Diamantina, e as inquietações de um período em que até a delação menos fundamentada era motivo suficiente para que suspeitos fossem encarcerados e até levados à morte por torturas.

     Mais que um simples romance biográfico, CHICA QUE MANDA vale por um completo estudo da vida, dos costumes e da política de sua época.




                                                
    Chica da Silva foi uma mulata bonita, tal a forte paixão que despertou no Desembargador João Fernandes que se deixou enlear nas redes de um  forte amor, satisfazendo a todos os caprichos da escrava que passou a ser a Rainha do Tijuco.



quinta-feira, 22 de março de 2012

Sinopse de FOME EM CANAÃ

                                       
     
     Podemos ver duas capas de mais um dos romances extraordinários de Agripa.
     Ele foi um dos escritores mais arraigados ao povo e à terra mineira, tendo pela cultura meridional um verdadeiro fanatismo.
  
     Neste livro o autor relata a história da ascensão e decadência das grandes propriedades rurais mineiras, na época do Ciclo do Latifúndio nas Gerais, contada com sabor de verdadeiro romance.
É de uma narrativa leve e detalhada, muito prazeroso de ser lido. História singela que adquire grandeza e mantém o leitor atento; contribuição valiosa em regionalismos e modismos; crítica bem fundamentada à nossa desorganização econômica e injustiça social. Este romance nos mostra uma pintura nítida de costumes políticos, sociais - urbanos e rurais - do interior mineiro. Apresenta uma boa literatura e conhecimentos humanísticos e científicos na boca de personagens que frequentaram o Caraça ou palmilharam o Vale do Rio Doce, estudando-lhe profundamente a ecologia.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Sinopse de CHICO REI

                                                            
                                                  
        
        Dramático retrato do Ciclo da Escravidão nas Gerais, através da história de um rei que foi feito escravo, alforriou-se e revolucionou a antiga Vila Rica, hoje Ouro Preto.

        Para escrever esse livro o autor não se limitou a imaginar situações mais ou menos plausíveis em que a figura de Chico Rei fosse muito mais simples ficção do que, como de fato ocorreu, uma pessoa que realmente existiu. Agripa desceu às raízes do assunto e redescobriu e revelou ao mundo o legendário rei africano, a começar pela sua própria existência comprovada, que já fôra Rei na África, antes que o trouxessem para o Brasil.

       Mais importante que isso é o levantamento que contém das condições em que era obrigado a viver aquele gado humano, cuja humanidade, ignorada brutalmente quando capturado na África, só raramente se recuperando no Brasil. Resultado de investigações no curso das quais Agripa Vasconcelos revolveu tudo, “até a Torre do Tombo”, em Portugal.

      CHICO REI mostra o que foi verdadeiramente a escravidão nas Gerais – um sistema de exploração do trabalho humano em que nunca a generosidade de alguns senhores foi maior que a crueldade da maioria deles.