quinta-feira, 15 de março de 2012

Sinopse de CHICO REI

                                                            
                                                  
        
        Dramático retrato do Ciclo da Escravidão nas Gerais, através da história de um rei que foi feito escravo, alforriou-se e revolucionou a antiga Vila Rica, hoje Ouro Preto.

        Para escrever esse livro o autor não se limitou a imaginar situações mais ou menos plausíveis em que a figura de Chico Rei fosse muito mais simples ficção do que, como de fato ocorreu, uma pessoa que realmente existiu. Agripa desceu às raízes do assunto e redescobriu e revelou ao mundo o legendário rei africano, a começar pela sua própria existência comprovada, que já fôra Rei na África, antes que o trouxessem para o Brasil.

       Mais importante que isso é o levantamento que contém das condições em que era obrigado a viver aquele gado humano, cuja humanidade, ignorada brutalmente quando capturado na África, só raramente se recuperando no Brasil. Resultado de investigações no curso das quais Agripa Vasconcelos revolveu tudo, “até a Torre do Tombo”, em Portugal.

      CHICO REI mostra o que foi verdadeiramente a escravidão nas Gerais – um sistema de exploração do trabalho humano em que nunca a generosidade de alguns senhores foi maior que a crueldade da maioria deles.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Sinopse de GONGO SÔCO



       Neste livro de Agripa encontramos o ciclo do ouro nas Gerais recriado com requintada riqueza de detalhes, através da figura contraditoriamente mesquinha e generosa do Barão de Catas Altas. No seu apogeu ninguém possuiu tanta riqueza quanto ele. Riqueza tão grande que suas mansões faziam sombra até às côrtes da Europa, tão formidável que despertou a curiosidade do próprio Imperador D. Pedro I, que por duas vezes foi hóspede do nababo.


      Mesmo tendo vivido na modéstia da vida mineira, o autor descreve divinamente o fausto do Gongo Sôco, combina iguarias com vinhos com sabedoria de gourmet e até veste as personagens com a riqueza de costureiros afamados.


     É um retorno ao passado que nos proporciona uma leitura prazerosa para quem aprecia um romance histórico de qualidade.

domingo, 4 de março de 2012

Sinopse de SINHÁ BRABA:



          A personalidade quase legendária de D. Joaquina do Pompéu, de quem Agripa Vasconcelos era descendente, retratada num livro que partindo do tempo das Bandeiras, descreve o Ciclo da Agropecuária nas Gerais. Este romance não revela apenas a vida da valorosa mineira, mas também o que foi a sua fazenda em movimento, com as terras, os currais, as lagoas, as serras.

         O Pompéu foi o primeiro núcleo organizado da civilização agrária das Gerais, de onde corriam a pé escravos-correios para Vila Rica e São Sebastião do Rio de Janeiro e partiam gemendo, tropas e tropas carregadas de gêneros para matar a fome da Côrte.

         D. Joaquina e o Pompéu foram grandes demais para o seu tempo e esplendor.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Sinopses

     Minas Gerais estava reclamando um escritor que narrasse os episódios de sua vida através de figuras representativas de cada ciclo de sua evolução histórico-econômica. Havia pouca coisa escrita na época e foi então que surgiu da pena magistral de Agripa as SAGAS NO PAÍS DAS GERAIS.

      Hoje iniciamos a divulgação das sinopses de cada um dos livros dessa coleção.
      Esperamos que gostem. 
          
      Sinopse de A VIDA EM FLOR DE D. BÊJA:    




       A estranha figura dessa cortesã, que foi diretamente responsável pela integração em Minas de parte considerável de seu território, é revivida num romance que fixa o Ciclo do Povoamento das Gerais. Bêja foi mulher que viveu na confusão do povoamento primitivo de Farinha Podre e que teve a possibilidade de fazer uma vida cercada de luxo e conforto, indo contra a sociedade conservadora daquele tempo.

      Esse livro foi transformado em novela pela TV MANCHETE com o nome de D. BEIJA, com sucesso não só em todo o Brasil como em vários países do mundo: Portugal, Espanha, Grécia, Rússia, Cuba, na América Central e do Sul.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aos amigos da época

       
      Em seu livro SUOR DE SANGUE, premiado pela Academia
Brasileira de Letras com o prêmio "Olavo Bilac", Agripa começa esta
obra com a poesia denominada RITO SANGRENTO, que ele dedicou
a seus amigos:


Prisioneiro da Vida é esta a oferenda
Humilde... É o rito de quem sente e pensa.
Sei que a alguns esta oferta não compensa
E a comunhão é só para o que a entenda.

O altar é humilde e vão, mas que a hóstia esplenda
Naquilo que vos dou, sem recompensa.
A partícula é escassa, a Febre é imensa
E o resto pouco importa que me ofenda.

É o coração, que o ódio do mundo afronte,
Poemas, sanguíneo suor de minha fronte...
Quem os comungue saiba, em seus estilos,

Que tive da criação nos atropelos,
Sobre a graça divina de fazê-los,
A vil tortura humana de senti-los.




segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Curiosidades

  
     Agripa não gostava de festas e o tempo que lhe sobrava, depois de exercer sua profissão de médico, era para escrever, pesquisar. Passava horas debruçado sobre papéis e livros rodeado por aquela ‘desordem organizada’ e ficava nervoso se alguém mexesse em sua mesa de trabalho.

    Muitas vezes acordava durante a noite para escrever algo que lhe vinha à cabeça e pela manhã era comum encontrar anotações até nas molduras dos jornais, perto de sua cama. Dizia que as idéias eram tantas que não o deixavam dormir sossegado. A cabeça fervilhava e ele sentia extrema necessidade de passar tudo para o papel.

    Como poeta, canta em versos sua terra natal, evoca lendas da selva brasileira e figuras do seu folclore como Curupira, Anhangá, Juruparí, Rudá, Saci-Pererê e muitas outras que tiveram em Agripa seu magistral intérprete em termos de poesia.

    Suas poesias falam do sertão, de fé, de amor e sofrimento. O sofrimento deu-lhe mais inspiração e mais esperanças, mas em meio às suas angústias Agripa fez versos maravilhosos. Como ser humano teve muitas alegrias e desencantos pela vida afora e isso contribuía ainda mais para que sua inspiração fosse maior.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Novela Xica da Silva



    Quem não se lembra do Contratador João Fernandes da novela Xica da Silva?
    Essa novela que fez tanto sucesso, foi baseada na obra Chica que Manda de Agripa Vasconcelos.

    Foi veiculada pela extinta TV Manchete em comemoração ao centenário de nascimento de Agripa acontecido em 1996, com uma enorme audiência em todo o Brasil. 
  
    Xica da Silva foi exibida também na Europa, a começar por Portugal, e em vários países da América Latina. Foi o último grande sucesso de público e de crítica daquela emissora, que investiu seis milhões de dólares na produção.