quarta-feira, 12 de julho de 2017

D. Bêja


Duas versões de Dona Bêja, de Agripa Vasconcelos: a primeira edição, de 1957 e a atual. Uma boa opção para quem gosta de romance histórico.


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segunda-feira, 12 de junho de 2017

Dia dos Namorados

ROMANTISMO de Agripa Vasconcelos

Meu Pai, casado em casa de Visconde
Da velha cepa, nos serões, contava
Que o avô à avó de tal maneira amava
Que se houve igual amor ninguém responde...

Sei que isso é história de ontem, que se esconde
No tempo antigo, em que o Brasil sonhava...
Velho, o fidalgo a esposa namorava
E ela, velha, esse amor lhe corresponde...


A Viscondessa, de cabelos louros,
Foi branqueando os cabelos...
Mas o avô, vendo as comas que embranquecem,


Dizia à avó, a flor de seus tesouros
Foram tão louros teus cabelos de ontem
Que hoje, brancos, mais louros me parecem...



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terça-feira, 6 de junho de 2017

Pensando...



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domingo, 14 de maio de 2017

Dia das Mães



MÃE
                                     Agripa Vasconcelos

Jovem mãe que te esquivas pela rua,
Disfarçada pela arte da modista,
Estás grávida e evitas seres vista
Pelo povo que passa e tumultua.

O que está no teu ventre é carne tua,
Teu sonho bom, tua melhor conquista!
Todo o teu ser é dele, e nele, estua
Teu coração cheio de amor altruísta.

Mãe vindoura, essa flor em fruto sonha,
Como um manjar do céu para tua fome.
Mas pensa – e no que digo, não te humilho:

Que um dia o filho, que hoje te envergonha,
Dará seu sangue por te honrar o nome,
Há de, altivo, se honrar de ser teu filho!
 
 
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia do Índio

Comemoramos o Dia do Índio com esta linda poesia de Agripa Vasconcelos: 

POKRÃNE

Esse guerreiro audaz, carranca muda,
Em que a coragem do invasor, desaba
É o bugre intrépido, é o morubixaba,
Dono e senhor da terra botocuda.

Na altivez de sua máscara sanhuda
Freme o cio do chão de que se gaba.
Seu evangelho, que o estrangeiro acaba,
São a massa que esmaga e a flecha aguda...


A bandeira da terra toda sua
É o seu cocar de penas que flutua!
Escuta o chão; resguarda os seus venenos...


Ah, mal sabes, pajé da invicta indiada,
Que a tua terra irá cair, roubada,
De homens grandes – nas mãos de homens pequenos.




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