Começa hoje! Quem vai?
quarta-feira, 20 de agosto de 2014
quinta-feira, 14 de agosto de 2014
Recuerdo
RECUERDO
Ao por do sol, antes da noite, o gado
Vinha para a malhada, lentamente,
Os grandes bois desciam da vertente
Como espectros, em passo sossegado.
As andorinhas. No lilá do poente
A fazenda acalmava-se, dolente,
Na santa paz do dia trabalhado.
E junto à casa, abriam-se as boninas.
Minha irmã, da varanda, o olhar incerto,
Via, de longe, a peregrina estrela
Que em breve, morta, foi rever de perto...
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Dia dos Pais
Agripa Vasconcelos escreveu, além de contos e poesias, vários haikais que são poemas curtos de apenas uma estrofe. Para celebrar o Dia dos Pais, escolhemos o que ele dedicou ao seu filho caçula Leonato Agripa.
DE PROFUNDIS
Meu filho, que tu não venhas
Sobre os meus passos na vida !
Quero ver teus pés sem sangue !...
![]() |
| Leonato Agripa |
quinta-feira, 7 de agosto de 2014
Exemplo
Existem situações tão fora de nossa realidade que não conseguimos deixá-las passar despercebidas, já que mexem com o nosso interior, impedindo-nos de ficar sem fazer nada a respeito. Foi o que aconteceu com Blake Ansari, de apenas 6 anos, ao ler uma matéria sobre as condições de vida da garota sem-teto Dasani.
Blake, que estuda em Manhattan, se sensibilizou e descobriu se tratar de um problema social no qual vivem milhares de crianças em Nova Iorque, mas o mais interessante foi outra coisa que o tocou – Blake disse para sua mãe: “isso significa que eles não têm uma biblioteca?”, pensando nos livros como uma chance para melhorar a situação.
Blake e sua mãe se juntaram na busca por um abrigo que aceitasse livros como uma moeda de troca para que crianças pudessem ser acolhidas. Assim além de lhes dar um teto, estariam dando também uma oportunidade de conhecimento e de, quem sabe, um futuro melhor através dos livros.
Com a ajuda da mãe e dos amigos da escola, 600 livros foram arrecadados e entregues às crianças de rua da região. Depois de muitos abrigos rejeitarem a proposta de receber o pagamento em livros, mãe e filho encontraram um que se disponibilizou a apoiar a ideia. O resultado foi uma nova moradia para essas crianças e uma chance de mudança em suas vidas!
O pequeno pretende continuar com a iniciativa, e ajudar ainda mais crianças desabrigadas com seu incentivo à leitura.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
Ler e Cozinhar
Olha que legal:
Esta é uma indicação para aqueles que gostam de ler bons livros e... cozinhar!
http://comerebebercomlivros.blogspot.com.br/
Este blog trata de livros, de comida e de vinhos. É para qualquer um que já sentiu, ao ler obras com referências a refeições, fome e sede de fundo literário - aquela vontade imensa de experimentar bebidas e pratos parecidos com os que experimentam as personagens do livro que se tem em mãos!
sábado, 26 de julho de 2014
Chuva do Mar
Hoje, com essa chuvinha fina que veio para ficar em BH/MG, nada melhor do que ler esse lindo poema do Escritor Agripa Vasconcelos:
CHUVA DO MAR
(No baixo e
no médio rio Doce, chamam as chuvas temporárias, chuvas do mar - talvez por serem trazidas pelos ventos do Atlântico.)
Quando Raquel casou, naquela tarde mansa,
Vi desfeito de vez meu sonho de criança......
Um desespero atroz meu ser avassalou !
Mas alguém que conhece os mistérios do mundo
Num sussurro me disse um conselho profundo:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
E passou.
Quando, ainda mocinho, eu senti, doido de ira,
Que, parecendo certo, era tudo mentira
O amor que me jurara a pérfida Margot.
Quis morrer - mas alguém que conhece esta vida
Me falou, sem calor, mas em frase sentida:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
E passou.
Quando Ofélia seguiu seu destino sombrio,
Senti, como ainda sinto, o coração vazio!...
Faz tanto tempo já que nem sei mais quem sou !
Mas quem viu em meu pranto uma simples garoa
Quis em vão me dizer uma palavra boa:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
Não passou.
Vi desfeito de vez meu sonho de criança......
Um desespero atroz meu ser avassalou !
Mas alguém que conhece os mistérios do mundo
Num sussurro me disse um conselho profundo:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
E passou.
Quando, ainda mocinho, eu senti, doido de ira,
Que, parecendo certo, era tudo mentira
O amor que me jurara a pérfida Margot.
Quis morrer - mas alguém que conhece esta vida
Me falou, sem calor, mas em frase sentida:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
E passou.
Quando Ofélia seguiu seu destino sombrio,
Senti, como ainda sinto, o coração vazio!...
Faz tanto tempo já que nem sei mais quem sou !
Mas quem viu em meu pranto uma simples garoa
Quis em vão me dizer uma palavra boa:
- Isso é chuva do mar. Vai passar.
Não passou.
sexta-feira, 25 de julho de 2014
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