sexta-feira, 22 de março de 2013

A vez de 'Chica que Manda'




      No dia 16 de setembro de 1996, entrou no ar a novela que traria de volta a Rede Manchete de Televisão para o terceiro lugar no ranking da televisão brasileira. Com uma programação extremamente popular e tendo como sua base programas jornalísticos, a Manchete parecia estar se recuperando de suas crises.

     A direção da emissora estava decidida a investir em tramas adapatadas de obras literárias de grande sucesso. Procurando uma novela forte, que mantivesse a audiência de "Tocaia Grande", Walter Avancinni pensou primeiramente em desenvolver uma novela derivada de três livros de Machado de Assis, projeto nomeado internamente como "Paixão". Mas apesar da força apresentada pela sinopse central, a novela ficaria muito cara, extrapolando o orçamento disponível. A direção da TV, então, passou para a segunda opção: uma adaptação do romance "Chica que Manda", de Agripa Vasconcelos, cuja estória central, além de forte e atraente, ia de encontro à crescente tendência de movimentos de valorização da cultura afro no Brasil. A novela foi um sucesso absoluto!


A ESCRAVA QUE VIROU NOVELA

quarta-feira, 13 de março de 2013

Resultado do concurso de haikais

Amigos,
aqui está o resultado do concurso de haikais do site da Companhia das Letras. Vejam só:

   "Obrigada a todos que participaram do concurso de haikais, recebemos mais de mil poemas! Nunca tivemos um concurso tão concorrido aqui no blog. Chamaram nossa atenção as homenagens a Leminski, os trocadilhos com bashô (“Bashô Leminski/ Mas meu haicai/ Não sai”) e os que mostravam o desejo de ganhar o livro (“Não sei escrever/ Mas o livro eu quero/ To sendo sincero”).

   Alice Ruiz, Sofia Mariutti e Leandro Sarmatz avaliaram todos os haikais, e os cinco vencedores são:

Dois cães na rua
O solto faz festa
O preso protesta
— Luiz Andrioli


Flor de maio
presa ao vestido
trancado no armário
— Ana Clara Noronha


a pipa
se alinha
ao voo da andorinha
— Amyr


à meia-luz
água apitando no bule
gaita de blues
— Lucas Puntel Carrasco


Faro de breu
Farol do vaga-lume
Acendeu
— Márcio Januário Pereira

      Parabéns a todos, entraremos em contato por email!"


quarta-feira, 6 de março de 2013

Concurso de haikais


O blog da COMPANHIA DAS LETRAS está fazendo um concurso de haikais. Vejam só:


"O haikai se faz com três linhas, ou versos, e não mais que 17 sílabas. Se faz com simplicidade, leveza, desapego, sutileza, objetividade, integração com o todo. Sua melhor definição, na opinião de muitos, é uma fotografia em palavras. Grava o instante.

O fotógrafo não aparece na foto, mas sua sensibilidade sim. O mesmo no haikai. É como se as coisas falassem por si mesmas. Sem adjetivos, sem a impressão do poeta, exatamente como são. Só o real, sem comparar a nada e, talvez por isso mesmo, tão incomparável.

Porque, descrevendo a coisa apenas como ela é, desperta a sensação da própria coisa. A sensação, por exemplo, da estação em que ela acontece, nos fazendo lembrar de que tudo está sempre mudando, tem o seu próprio tempo, que é cíclico. É essencial, isto é, capta a essência das coisas, e a essa característica se dá o nome de haimi, que significa “sabor de haikai”. Não é difícil de entender, quando se volta à comparação com fotografia. Qualquer um é capaz de perceber se uma foto é boa ou não, além dos aspectos técnicos. Ela é boa se nos toca, se capta um instante especial, se provoca uma sensação."
Por Alice Ruiz S.

* * * * *

     Agora que você sabe mais sobre o assunto, gostaríamos que tentasse escrever seu próprio haikai. Deixe na caixa de comentários deste post um haikai de sua autoria até a meia-noite do dia 7 de março. Alice Ruiz S. e os editores Leandro Sarmatz e Sofia Mariutti escolherão os 5 melhores, e seus autores receberão uma camiseta e um exemplar de Toda poesia, de Leminski.

Divulgaremos os vencedores aqui no blog dia 13 de março. Boa sorte!
http://www.blogdacompanhia.com.br/2013/02/concurso-de-haikais/

* * * * *

E nós, do blog Agripa Vasconcelos, postamos o seguinte haikai para concorrer:

DE PROFUNDIS
Meu filho, que tu não venhas
 Sobre os meus passos na vida !
      Quero ver teus pés sem sangue !...

Agripa escreveu este haikai para seu filho mais novo, Leonato Agripa (foto abaixo). VAMOS TORCER !


sábado, 16 de fevereiro de 2013

A beleza de Bêja





   
  Bêja foi representada na novela pela atriz Maitê Proença, uma mulher realmente muito bonita que agradou ao público como personificação da personagem do romance histórico de Agripa Vasconcelos "A Vida em Flor de D. Bêja". Tanto é que a  hoje extinta TV Manchete conseguiu elevados pontos de audiência na época em que a novela foi levada ao ar. 

   Durante o processo da escolha do elenco, Mara (filha de Agripa e curadora de sua obra) ficou amiga de Adolfo Bloch, proprietário da emissora. Na hora de decidir qual atriz seria a protagonista de Dona Bêja, em dúvida, Adolfo a perguntou o que achava de Maitê Proença.
_ “Preferia a Vera Fischer, achava que era mais o tipo da personagem. Mas, quando a novela foi ao ar, acabou me convencendo. Estava coberto de razão!" afirmou Mara.

  O papel acabou ficando mesmo com Maitê e se transformando em um dos maiores sucessos da carreira da atriz.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

A audácia de Bêja







Quem já leu o romance histórico de Agripa Vasconcelos "A Vida em Flor de D. Bêja" pode constatar que ela foi um escândalo na sociedade da antiga cidade de Araxá/MG. As senhoras da época viviam enciumadas por causa da beleza da jovem sim, mas principalmente, porque  Bêja deixava todos os homens embevecidos e apaixonados e, com isso, ia se tornando cada vez mais poderosa e rica.

Ela sabia o poder que detinha nas mãos e enfrentava a sociedade com a certeza de que conseguiria tudo que almejava. Na ocasião da inauguração de um novo lugar, onde ela passaria a receber seus convidados, enviou um convite bem audacioso. Vejam como ficou na novela:

                                                 Convite

      A Senhora Ana Jacintha de São José, D. Beija tem a honra e a satisfação de convidar para a inauguração da Chácara do Jatobá, onde passará a receber, todas as noites, os admiradores residentes e os cavalheiros de passagem por este Arraial de São Domingos dos Araxás.
      Desde já agradece, encantada, sua presença.                                              


Reparem que há uma diferença na grafia do nome da personagem usada por Agripa e a usada na novela. Agripa escreve BÊJA e na novela foi colocado BEIJA, com o intuito de fazer uma ligação entre ela e o beijo, a sedução.



domingo, 3 de fevereiro de 2013

De volta


      Amigos e seguidores do blog: estamos de volta ao trabalho, depois de um merecido descanso. Esperamos contar com a companhia de todos por mais um ano e, assim, podermos manter o blog ativo.


      Hoje estamos postando um dos maiores sucessos de Agripa na televisão. Foi através da novela D. Beija, que o escritor se tornou mais conhecido do grande público.

Gracindo Junior e Maité Proença

Maitê no set de gravação da TV Manchete


   


   

  
  
     A novela Dona Beija entrou no ar em agosto de 1986. Baseada na Obra de Agripa Vasconcelos, foi adaptada por Wilson Aguiar Filho e dirigida por Herval Rossano. Teve 89 capítulos e um gasto total de 160 milhões de dólares. Protagonizada por Maitê Proença e contando ainda com grandes nomes como Gracindo Jr. e Carlos Alberto, a novela se consolidou como o primeiro grande sucesso da Rede Manchete na área de dramaturgia. Atingiu média de 15 pontos de audiência. Maitê Proença disse que "a vontade de que desse certo foi o que motivou a equipe a levar o trabalho adiante".

    Sucesso em sua primeira exibição na TV Manchete, Dona Beija consagrou Maitê Proença como símbolo sexual ao exibir cenas da atriz tomando banho numa cachoeira e cavalgando nua. Tanto que, no ano seguinte, ela estampou a revista Playboy com um dos ensaios sensuais mais comentados da época.

    Baseada na obra A Vida em Flor de Dona Bêja, de Agripa Vasconcelos, a novela conta a trajetória de Ana Jacinta de São José, uma linda mulher que abalou a pacata Araxá (MG), no século XIX.

    A mistura da beleza da chapada Diamantina, na região de Minas Gerais vinha acompanhada de um fortíssimo enredo e de cenas de erotismo. A novela tinha os ingredientes necessários para manter o público ligado na tela da Manchete.

    A novela era exibida no horário nobre, após o Jornal da Manchete e ainda foi assistida por um total de quinze países, entre eles, Estados Unidos e Japão.

Dona Beija foi reprisada duas vezes na emissora:
 - de 09/05 a 20/08/1988, em 89 capítulos, de segunda a sábado, às 21h30.
 - de 05/10/1992 a 11/03/1993, em 102 capítulos, de 2ª a 6ª feira, às 21h30.
Ainda foi lançada em vídeo, em 1987.

   Em 2009, o SBT decidiu reprisar a novela sem a autorização da família, o que ocasionou uma verdadeira batalha judicial pelos direitos autorais, culminando com a vitória do autor.

    Não é bárbaro? Participe e deixe seu comentário!




domingo, 23 de dezembro de 2012

Boas Festas!





Queridos amigos e seguidores do blog,

Mais um ano está ficando para trás; lutas, conquistas, vitórias serão guardadas; objetivos alcançados e algumas decepções, claro. Cada passo um desafio, cada desafio um aprendizado e cada meta mais trabalho.

Momento em que comemoramos o nascimento do Menino Jesus, e junto a isto, podemos escolher o nosso renascimento. É só empacotarmos coisas velhas, que de nada mais nos servem, e desembalarmos presentes e dádivas, desembrulharmos nossa alma e sentirmo-nos leves e felizes. 

Agradecemos a presença de todos aqui e de fazerem parte desse nosso propósito de divulgar a obra de Agripa Vasconcelos, não somente em 2012, mas sempre que possível, pois cada encontro nos proporciona a alegria de poder manter o blog ativo!

Estaremos de férias, mas desejamos a todos um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de postagens e novidades por aqui, com a ajuda de vocês.

Grande abraço,
Equipe do blog Agripa Vasconcelos